Arte Hermética has the purpose of artistic expression beyond the traditional means used (painting, sculpture, literature, poetry, dramaturgy among others) mainly in the forms of expression of the unconscious, diving in deeper strata of the human psyche, whose frontier is the Unknown. When a internal goal-processing takes place, doubtlessly we have become Hermetics.

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domingo, 2 de março de 2008

Howard Phillips Lovecraft

Nasceu a 20 de agosto de 1890, em Providence, Rhode Island.

Com a morte de seu pai, sua educação ficou a cargo de sua mãe, suas duas tias, e especialmente o avô, o proeminente industrial Whipple Van Buren Phillips. Lovecraft foi um precoce: ele estava recitando poesia aos dois anos, desenvolveu a leitura aos três anos, a escrita aos seis ou sete anos de idade. Seu primeiro entusiasmo foi com as Mil e Uma Noites, que ele leu aos cinco anos de idade, foi nesse momento que ele adotou o pseudônimo de "Abdul Alhazred", que mais tarde se tornou o autor do mítico Necronomicon. No ano seguinte, no entanto, o seu interesse pelos árabes foi eclipsado pela descoberta da mitologia grega. Lovecraft a esta altura já descobrira a ficção fantástica. Seu interesse pelo fantástico foi favorecido por seu avô, que entretia Lovecraft com contos fantásticos góticos.

Lovecraft foi um garoto solitário e sofria de doenças, muitas delas aparentemente psicológicas. Sua presença na Escola foi esporádica, mas Lovecraft se nutriu de muitas informações através de leitura independente. Com cerca de oito de idade ele descobriu a ciência, primeiro a química e, em seguida, a astronomia.

Sua primeira aparição na imprensa ocorreu em 1906, quando ele escreveu uma carta sobre um tema astronômico para The Providence Sunday Journal. Pouco tempo depois ele começou a escrever uma coluna mensal de astronomia para The Pawtuxet Valley Gleaner, um jornal rural; ele mais tarde escreveu colunas para The Providence Tribune (1906-08) e The Providence Evening News (1914-18), assim como The Asheville (NC) Gazette-News (1915).

Em 1904 a morte de seu avô, e a subseqüente má gestão da sua propriedade e finanças, mergulhou a família de Lovecraft em graves dificuldades financeiras. Lovecraft e sua mãe foram forçados a sair de sua casa vitoriana. Lovecraft foi devastado pela perda de sua terra natal, e aparentemente pensou em suicídio. Foi a sede de conhecimento afastou esses pensamentos. Em 1908, no entanto, pouco antes de sua graduação na escola secundária, ele sofreu uma ruptura do sistema nervoso que o obrigou a abandonar a escola sem um diploma; este fato, e sua conseqüente incapacidade para entrar na Brown University, foram fontes de grande vergonha para Lovecraft mesmo anos mais tarde, a despeito do fato dele ter sido um dos mais formidáveis autodidatas do seu tempo. De 1908 a 1913 Lovecraft foi virtualmente um eremita, fazendo pouco, salvo dar prosseguimento ao seu interesse astronômico e escrever sua poesia. Durante todo este período ele foi atirado em um doentio relacionamento com sua mãe, que desenvolveu um relacionamento de amor e ódio patológico com seu filho.

Foi no mundo amador que Lovecraft recomeçado a escrita de ficção, que tinha abandonado em 1908. W. Paul Cook e outros, observando a promessa mostrado nesses primeiros contos como The Beast in the Cave (1905) e The Alchemist (1908), instou Lovecraft a pegar sua ficcional caneta novamente. Assim fez, escrevendo The Tomb e Dagon, em rápida sucessão, no Verão de 1917. Posteriormente Lovecraft manteve-se em um constante, mesmo que esparso, fluxo de ficção, embora, pelo menos até 1922, poesia e ensaios fosse ainda seu modo dominante de expressão literária. Lovecraft também se envolveu em uma, cada vez maior, rede de correspondência com amigos e associados, e acabou se tornando um dos maiores e mais prolíficos escritores de carta do século XX.


Com a morte de sua mãe a 24 de maio de 1921 Lovecraft ficou desfeito pela perda, mas, em algumas semanas tinha se recuperado o suficiente para assistir uma convenção de jornalismo amador em Boston em 4 de julho do mesmo ano. Foi nesta ocasião que ele encontrou pela primeira vez a mulher que se tornaria sua esposa. Sonia Haft Greene era uma judia russa sete anos mais velha que ele. A notícia de seu casamento em 3 de março de 1924, não foi totalmente uma surpresa para os seus amigos.

Ele se mudou para o apartamento de Sonia no Brooklyn, e inicialmente as perspectivas para o jovem pareciam boas: Lovecraft tinha ganhado uma reputação como escritor profissional pela aceitação de várias de suas histórias pela Weird Tales, a celebrada revista fundada em 1923; Sonia tinha êxito em sua loja de chapéus na Quinta Avenida de Nova York.

Mas problemas aconteceram quase que imediatamente ao casal: a loja faliu, Lovecraft viu rejeitada a possibilidade de editar uma revista parceira da Weird Tales (que obrigaria sua mudança para Chicago), e a saúde de Sonia decaiu, forçando-a passar um tempo num sanatório. Lovecraft tentou conseguir trabalho, mas poucos estavam dispostos a contratar um homem de trinta e quatro anos de idade sem experiência.

Embora Lovecraft tivesse muitos amigos em Nova York, ele se tornou cada vez mais deprimido pelo seu isolamento e as massas de "estrangeiros" na cidade. Sua ficção virou da nostálgica The Shunned House (1924) à sombria e misantrópica The Horror at Red Hook e He (ambas de 1924). Finalmente, em 1926, Lovecraft fez planos para voltar à Providence. E embora ele continuasse a professar a sua afeição por Sonia, aquiesceu quando suas tias a impediram de ir a Providence para iniciar um negócio; seu sobrinho não poderia se enfermar pelo estigma de uma esposa “mulher de negócios”. O casamento estava essencialmente no fim e um divórcio em 1929 foi inevitável.


Os últimos dez anos da sua vida foram os de seu maior florescimento, tanto como escritor e como ser humano. Viajou para diversos sítios antigos em torno da costa oriental (Quebec, Nova Inglaterra, Filadélfia, Charleston, St. Augustine), escreveu suas maiores ficções, desde The Call of Cthulhu (1926), At the Mountains of Madness (1931) até The Shadow out of Time (1934-35), além de continuar sua vasta correspondência - mas Lovecraft tinha encontrado seu nicho como escritor de ficção fantástica e, de um modo geral, como um homem de letras. Ele acompanhou a carreira de muitos jovens escritores (August Derleth, Donald Wandrei, Robert Bloch, Fritz Leiber); ele ficou preocupado com questões políticas e econômicas, como a Grande Depressão que o levou a apoiar Roosevelt e tornar-se um moderado socialista; e ele continuou absorvendo conhecimentos sobre um vasto leque de assuntos, de filosofia à literatura, de história à arquitetura.


Os dois ou três últimos anos de sua vida, no entanto, foram difíceis. Suas histórias mais tardias, cada vez mais longas e complexas, se tornaram difíceis de vender. Em 1936 o suicídio de Robert E. Howard, um dos seus interlocutores mais próximos, o deixou confuso e triste. Por esse tempo, a doença que causou sua própria morte – câncer do intestino – já tinha progredido tanto que pouco poderia ser feito para tratá-la. Foi finalmente obrigado a entrar no Jane Brown Memorial Hospital em 10 de março de 1937, onde morreu cinco dias depois.

Apesar de ser conhecido principalmente como um escritor de horror, Lovecraft escreveu sobre uma grande variedade de temas além da Ficção:

• Poesia – Lovecraft, como Poe, considerava-se essencialmente um poeta.

• Cartas - estima-se que ele escreveu mais de 100.000 cartas em sua vida.

• Jornalismo amador – seus talentos surgiram sob essa influência.

• Críticas Literárias – Lovecraft não só analisou os trabalhos dos outros, ele escreveu várias peças sobre sua filosofia da literatura.

• Ciência – ele tinha especialmente fortes interesses em astronomia e química.

Viagens – Embora alguns pensem em Lovecraft como um recluso, na verdade ele viajou bastante extensivamente ao longo da costa do Atlântico.

Filosofia – Além de sua filosofia literária, Lovecraft desenvolveu fortes pontos de vista sobre a Natureza do Universo, o que é evidente em todas as suas várias histórias.

Biografias – Lovecraft escreveu vários esboços para breves biografias (e autobiografias) de seus correspondentes.

O Bestiário Lovecraftiano

Azathoth, Chaugnar, Faugn, Cthulhu, Dagon, Deep Ones, Elder Things, Ghouls, Great Race,
Hastur, Mi-Go, Night-gaunts, Nyarlathotep ,Shoggoths, Shub-Niggurath, Tsathoggua, Yog-Sothoth.


Adaptação de Lília Palmeira, 2008, baseada no texto de S.T. Joshi

Howard Phillips Lovecraft: The Life of a Gentleman of Providence”

Uma breve biografia publicada pela primeira vez no guia do centenário de HP Lovecraft





quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

WALDICK GARRETT

Escritor brasileiro, nascido em 1973, Curitiba, PR. Seu estilo literário contemporâneo, um tanto sombrio e ousado, preserva resquícios clássicos das antigas histórias de terror.
Foi laureado com importantes títulos no Brasil e no exterior, como o de Comendador Literário Internacional, BR-PO, em evento luso-brasileiro no Prédio Itália, em SP, pela Suprema Ordem Internacional Imperatriz Teresa Cristina, Grau Cavaleiresco, e Centro Cultural Brasil Interativo. Foi indicado a receber a Faixa Grã-Cruz, pertencente ao Imperador D. Pedro II, como destaque da cultura internacional, integrou a UBE - União Brasileira de Escritores e tornou-se membro efetivo da respeitada ACCUR – Academia de Cultura de Curitiba. É também Oficial da PMPR, Bacharel em Direito pela PUC/PR, com publicações na área técnica-jurídica.
Ainda que descendente do Poeta Português Almeida Garrett, seu principal foco é uma literatura ficcional de suspense e terror, muito diferente do seu afamado antecessor.
Após a publicação da obra "Manuscritos de Sangue", Ed. Novo Século, que o consolidou como escritor no estilo, tanto Garrett quanto seus fãs aguardam a publicação de seu novo livro, intitulado 03:33, cujo teor ainda é mantido em segredo.

A Obra e o Estilo
O “Manuscritos de Sangue”, sucesso entre os aficionados pelo gênero, nasceu em meados de 1998 e somente se materializou em uma obra definitiva em 2003, quando o autor decidiu reunir 13 contos premiados, tendo sempre o zelo de encaixá-los dentro de uma leve fusão harmônica, quer seja pela forma da escrita ou pela complexidade dos enredos, mesclando sempre o suspense, o mistério e o terror.
Inseriu então o posfácio, imaginando, à época, se a editora concordaria em manter as notas finais explicativas, que relatam curiosidades, o que é verdadeiro ou ficcional em cada enredo, caso aceitasse a sua publicação.

O resultado foi um livro que mescla diversos medos, ansiedade e surpresas. Houve manifesto de pessoas que, embora não apreciassem o estilo, elogiaram a obra pela sutileza, elegância e ousadia.



Em 2009 foi lançado "A Sete Palmos" cuja sinopse já mostra o que esperar...
Em 'A Sete Palmos', o leitor encontrará um homem doente, assombrado por uma maldição de infância; um promotor de justiça recém empossado, designado a uma estranha cidade infestada de habitantes enigmáticos; um homem atormentado em uma noite de letargias e tragédias; quatro amigos em uma rodada rotineira de pôquer presenciando desaparecimentos inexplicáveis e fatos surreais; um casal que após sobreviver a um terrível acidente aéreo é levado a uma afastada e sombria vila no meio das cordilheiras; uma neblina estranha, mortal, que desviará o curso da humanidade; um policial aposentado, e sua fiel pistola, que estará prestes a enfrentar os piores horrores da sua profissão. A Sete Palmos - O Julgamento Chega Quando Você Menos Espera
 
De acordo com o jornalista paranaense Luiz Geraldo Mazza, Almeida Garrett nesse livro trata a morbidez, a narrativa entre a vigília e o sonho, o pesadelo e o sonambulismo, vetores constantes de sua literatura que navega na tensão dialética entre a realidade e a aparência, o lógico e o fantástico, o racional e o absurdo. A vida é um mosaico dessas colagens quando vertida em ficção.
Para contato com o artista:
https://www.facebook.com/waldick.garrett

Waldick Garrett – 2008©


segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

WAGNER MOLOCH
















A obra do artista teve início na infância, onde modificava os brinquedos e artefatos caseiros que possuía, exercitando sua criatividade. Mas isso não teve continuidade. Em 1996 retornou ao trabalho e optou pela técnica da escultura e modelagem, porque não encontrava os modelos artísticos que desejava. Inicialmente criou uma personagem, um alienígena. Percebeu que o resultado ficou acima da média, e assim resolveu seguir com esse trabalho, tendo como principio não basear-se em nenhum modelo pré-estabelecido, ou seja, não copiar e apenas criar.

Com a experiência conseguida passou a empenhar-se em buscar outros materiais, como madeira, metal, arame, vidro e também outras opções encontradas durante suas caminhadas.
Certa vez encontrou a carcaça de um animal, interessou-se pela sua forma e então usou seu crânio para criar um trabalho.


Gostou do resultado e achou interessante utilizar os outros ossos do animal. Desse trabalho surgiu um trono de forma bem original.


Partindo da idéia do trono criou castiçais (unitários e triplos), incensários, luminárias. Com base nessas obras, tem desenvolvido outras formas para o uso de ossos em seus trabalhos. O problema é que se trata de um material escasso.

O artista está sempre pesquisando materiais diversos, explorando sempre o seu impulso criativo, pois muitas vezes as boas descobertas acontecem da necessidade de experimentar novas matérias primas, em especial, as mais inusitadas.
 
Mesmo que não sejam concluídas com êxito desejado pelo artista, suas criações podem ou não ser retomadas, dependendo da atmosfera de momento que envolve o processo de criação. Até então, o artista expôs seus trabalhos em eventos musicais, casas noturnas e congressos ufológicos. Seu objetivo é, futuramente, montar a sua própria exposição, o que lhe dará mais possibilidades de explicar seus trabalhos.
 


















Para ele cada peça tem seu objetivo pessoal no momento de sua concepção, normalmente exterioriza um sentimento com respeito a certo tema. Algumas são de total repúdio a fé cristã e a outras religiões que são tão castradoras e retrogradas à evolução humana. Outras são homenagens a temas que o agradam, dentro do Ocultismo e Para-ciências, e também expor o quão sensível e descartável é o ser humano.

A arquitetura de algumas civilizações antigas, como as sul-americanas, asiáticas, européias e africanas tocam-lhe profundamente. Os trabalhos de alguns artistas de rua agradam-lhe muito. Inclusive, o trabalho que ganhou de um deles é o que realmente o motivou a trabalhar com artes e o fez retomar seu sonho de infância.
 
Com respeito a pintores, nomes como Bosch, Da Vinci, Bruegel, Dali e Magriti o fazem refletir sobre a magnífica capacidade do homem de reproduzir suas idéias e mundos.Autores, poetas e músicos completam o universo em que vive.


















Como psiconauta, também capta recursos de sua mente durante os transes em que o envolve nas madrugadas solitárias de seu ambiente particular, envolto pelas sonoridades mais estranhas aos ouvidos menos preparados.

Nas palavras do próprio artista:  "Músico entusiasta, exploro o sinistro, depressor, psicodélico, obscuro, hipnótico... "


Seus trabalhos e participações musicais podem ser vistos em
 http://www.wagnermoloch.com.br
 

Para contato com o artista:

https://www.facebook.com/wagnermoloch